quinta-feira, 12 de agosto de 2010
sábado, 19 de setembro de 2009
Microbiologia e Parasitologia
Coloraçõa de Gran
1- Ficsar na lâmina 3 vezes em bico de bulse
2- Cobrir-la com cristal violeta
3- Lavar em água corrente
4- Cobrir a lamina com lugol
5- Lavar em água corrente
6- descorar a lamina em álcool acetona
7- Lavra em água corrente
8- Cobir a lamina com safrianina ou fuxsina para gram
9- Lavar em água corrente
10- Deixar a lamina secar em temperatura ambiente
BG –
Fermentadores
Gêneros
- Eschercha
- Enterobacter
- Proyues
- Salmonela
- Shigella
- Citrobacter
Não fermentadore
Gêneros
- Pseudômonas
- Acinetobacter
CG+
- Staphytococus- catalase+
- Streptococus catalase – ( streptococus pneumoniae- Uns dos causadores de pneumonia)
Microbiologia e Parasitologia
Coloraçõa de Gran
1- Ficsar na lâmina 3 vezes em bico de bulse
2- Cobrir-la com cristal violeta
3- Lavar em água corrente
4- Cobrir a lamina com lugol
5- Lavar em água corrente
6- descorar a lamina em álcool acetona
7- Lavra em água corrente
8- Cobir a lamina com safrianina ou fuxsina para gram
9- Lavar em água corrente
10- Deixar a lamina secar em temperatura ambiente
BG –
Fermentadores
Gêneros
- Eschercha
- Enterobacter
- Proyues
- Salmonela
- Shigella
- Citrobacter
Não fermentadore
Gêneros
- Pseudômonas
- Acinetobacter
CG+
- Staphytococus- catalase+
- Streptococus catalase – ( streptococus pneumoniae- Uns dos causadores de pneumonia)
Microbiologia e Parasitologia
Fungos
Os fungos são seres vivos ao mesmo tempo muito comuns, e desconhecidos.
São fundamentais para a ecologia do planeta, atuando lado a lado com as bactérias no processo de reciclagem de matéria e são muito importantes na fabricação de produtos muito consumidos no mundo inteiro, como o álcool etílico, queijos e pães.
Possuem características comportamentais, de alimentação e de reprodução completamente únicos entre os seres vivos. Os fungos, também chamados de bolores, mofos ou cogumelos, estão interferindo constantemente nas nossas atividades diárias. Eles são tão importantes que hoje constituem um reino à parte, lado a lado com os reinos vegetal e animal. Fica difícil definir os fungos tal é a sua diversidade. No entanto, eles possuem algumas características em comum que os distinguem dos outros seres vivos. Em geral, eles apresentam filamentos, as chamadas hifas, com paredes rijas, ricas em quitina, o mesmo material que reveste insetos como besouros; têm características heterotróficas, isto é, não possuem clorofila e, portanto, necessitam de material orgânico para viver, sendo sua nutrição feita por absorção de nutrientes graças à presença de enzimas que são por eles produzidas e que degradam produtos como, por exemplo, celulose e amido. Por outro lado, os fungos são eucarióticos, isto é, possuem um núcleo típico no interior de suas células, comparável ao das plantas e animais. Reproduzem-se por via sexual ou assexual e assim possuem divisões celulares do tipo mitose e meiose, tendo sempre como produto final os esporos que são órgãos de reprodução, resistência e disseminação. Na verdade, o reino dos fungos é um dos mais numerosos. Estima-se que existam pelo menos um milhão e quinhentas mil espécies de fungos espalhadas pelo mundo. Isso é muito mais do que todas as espécies vegetais e animais somadas, excluindo-se os insetos. E por incrível que pareça, apenas cerca de 70.000 espécies de fungos foram até hoje descritas, ou seja, menos de 5% das possivelmente existentes. Se entre esses cinco por cento de espécies, já existem muitas de grande importância, como as que entram na fabricação de alimentos, incluindo bebidas, de ácidos orgânicos, de fármacos e inúmeros outros produtos, pode-se imaginar o que se espera com a descoberta de novas espécies com distintas propriedades potencialmente de valor biotecnológico.
MICOSES SUPERFICIAIS DA PELE
As micoses superficiais da pele, também chamadas de "tineas" são infecções causadas por fungos que atingem a pele, as unhas e os cabelos. Os fungos estão em toda parte podendo ser encontrados no solo e
Manifestações clínicas
Existem várias formas de manifestação das micoses cutâneas superficiais, dependendo do local afetado e também do tipo de fungo causador da micose. Alguns dos tipos mais freqüentes:
· (Fig.1)Tinea do corpo: forma lesões arredondadas, que coçam e se iniciam por ponto avermelhado que se abre em anel de bordas avermelhadas e descamativas com o centro da lesão tendendo à cura.
· Tinea da cabeça: mais freqüente em crianças, forma áreas arredondadas com falhas nos cabelos, que se apresentam cortados rente ao couro cabeludo nestes locais (tonsurados). É muito contagiosa.
· (Fig.2)Tinea dos pés: causa descamação e coceira na planta dos pés que sobe pelas laterais para a pele mais fina.
· Tinea interdigital (frieira): causa descamação, maceração (pele esbranquiçada e mole), fissuras e coceira entre os dedos dos pés. Bastante frequente nos pés, devido ao uso constante de calçados fechados que retém a umidade, também pode ocorrer nas mãos, principalmente naquelas pessoas que trabalham muito com água e sabão.
· Tinea crural (virilha): forma áreas avermelhadas e descamativas com bordas bem limitadas,que se expandem para as coxas e nádegas, acompanhadas de muita coceira. Quando causada pelo fungo Candida albicans, forma área avermelhada, úmida que se expande por pontos satélites ao redor da região afetada. Também com muita coceira.
· Tinea das unhas (onicomicose): apresenta-se de várias formas: descolamento da borda livre da unha, espessamento, manchas brancas na superfície ou deformação da unha. Quando a micose atinge a pele ao redor da unha, causa a paroníquia ("unheiro"). O contorno ungueal fica inflamado, dolorido, inchado e avermelhado e, por consequência, altera a formação da unha, que cresce ondulada.
· (Fig.3) Pitiríase versicolor: forma manchas claras recobertas por fina descamação, facilmente demonstrável pelo esticamento da pele. Atinge principalmente áreas de maior produção de oleosidade como o tronco, a face, pescoço e couro cabeludo.
· (Fig.4)Tinea negra: manifesta-se pela formação de manchas escuras na palma das mãos ou plantas dos pés. É assintomática.
· Piedra preta: esta micose forma nódulos ou placas de cor escura grudados aos cabelos. É assintomática.
· Piedra branca: manifesta-se por concreções de cor branca ou clara aderidas aos pêlos. Atinge principalmente os pêlos pubianos, genitais e axilares e as lesões podem ser removidas com facilidade puxando-as em direção à ponta dos fios.
Prevenção
Hábitos higiênicos são importantes para se evitar as micoses. Previna-se seguindo as dicas abaixo:
· Seque-se sempre muito bem após o banho, principalmente as dobras de pele como as axilas, as virilhas e os dedos dos pés.
· Evite ficar com roupas molhadas por muito tempo.
· Evite o contato prolongado com água e sabão.
· Não use objetos pessoais (roupas, calçados, pentes, toalhas, bonés) de outras pessoas.
· Não ande descalço em pisos constantemente úmidos (lava pés, vestiários, saunas).
· Observe a pele e o pêlo de seus animais de estimação (cães e gatos). Qualquer alteração como descamação ou falhas no pêlo procure o veterinário.
· Evite mexer com a terra sem usar luvas.
· Use somente o seu material de manicure.
· Evite usar calçados fechados o máximo possível. Opte pelos mais largos e ventilados.
· Evite roupas quentes e justas. Evite os tecidos sintéticos, principalmente nas roupas de baixo. Prefira sempre tecidos leves como o algodão.
Tratamento
O tratamento vai depender do tipo de micose e deve ser determinado por um médico dermatologista. Evite usar medicamentos indicados por outras pessoas, pois podem mascarar características importantes para o diagnóstico correto da micose, dificultando o tratamento.
Podem ser usadas medicações locais sob a forma de cremes, loções e talcos ou medicações via oral, dependendo da intensidade do quadro. O tratamento das micoses é sempre prolongado, variando de cerca de
As micoses das unhas são as de mais difícil tratamento e também de maior duração, podendo ser necessário manter a medicação por mais de doze meses. A persistência é fundamental para se obter sucesso nestes casos.
BLASTOMICOSE
Blastomyces dermatitidis
O B. dermatitidis é um fungo dismórfico que cresce em tecidos de mamíferos na forma de uma célula
Morfologia
Geralmente o B. dermatitidis aparece como uma célula em brotamento, redonda e multinucleada, com parede birrefringente. Podem ocorrer pequenos segmentos de hifas.
Patogenia e Manifestações Clínicas
Mais comumente ocorre infiltrado pulmonar associado a uma variedade de sintomas constitucionais indistinguíveis daqueles observados em outras infecções agudas das vias aéreas inferiores, como febre, mal-estar, sudorese noturna, tosse e mialgias. Pode ocorrer pneumonia crônica. Quando disseminados, as lesões cutâneas superficiais são mais comuns, podendo evoluir para granulomas verrucosos ulcerados com bordas que avançam e região central com cicatrização. Ocorrem lesões ósseas, prostáticas, no epidídimo e testículos, principalmente.
Diagnóstico
Através de amostras de escarro, pús, exsudato, urina e biopsia de lesões. Microscopia a fresco, cultura, inoculação em animal e sorologia.
Tratamento
Anfotericina B (curativa na maioria dos pacientes com doença pulmonar e disseminada). Cetoconazol e Itraconazol.
Epidemiologia
Microbiologia e Parasitologia
PATOLOGIAS CAUSADAS POR BACTÉRIAS
FORMAS DE CONTÁGIO
- Gotículas de saliva
- Alimento ou objeto contaminado (disenteria bacilar, tétano, tracoma)
- Contato sexual (gonorréia, sífilis)
GOTÍCULAS DE SALIVA
- Tuberculose
- Lepra
- Difteria
- Coqueluche
TUBERCULOSE
Mais de 82 mil pessoas são contaminas por ano no Brasil, e esta situação preocupa as instituições de saúde. A Organização Mundial de Saúde - OMS estima que esta doença ultrapasse 100 mil.
DEFINIÇÃO
Doença infecto-contagiosa
Afeta principalmente os pulmões, mas, também pode ocorrer em outros órgãos do corpo, como ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro)
CAUSA
- Mycobacterium tuberculosis ou Bacilo de Koch (BK)
- Mycobacterium bovis, africanum e microti
TRANSMISSÃO
- Tuberculose infecciosa ativa (e não de quem tem a doença latente)
- Direta (pessoa a pessoa)
- Contato próximo (taxa de infecção de 22%)
- Aglomeração de pessoas
- Má alimentação
- Falta de higiene
- Tabagismo
- Alcoolismo
- Qualquer outro fator que gere baixa resistência orgânica
FISIOPATOLOGIA
Inicia quando o bacilo atinge os alvéolos pulmonares e pode se espalhar para os nódulos linfáticos e através da corrente sanguínea para tecidos mais distantes onde a doença pode se desenvolver: a parte superior dos pulmões, os rins, o cérebro e os ossos. A resposta imunológica do organismo mata a maioria dos bacilos, levando à formação de um granuloma (reação do agente etiológico e a resposta inflamatória do indivíduo). Os "tubérculos", ou nódulos de tuberculose são pequenas lesões que consistem em tecidos mortos de cor acinzentada contendo a bactéria da tuberculose. Normalmente o sistema imunológico é capaz de conter a multiplicação do bacilo, evitando sua disseminação em 90% dos casos.
PROBABILIDADE DE INFECÇÃO
- Grau de infecção da pessoa com tuberculose
- Quantidade expelida
- Forma e duração da exposição ao bacilo
- Virulência
FATORES DE RISCO DE PROGRESSÃO
- HIV o risco aumenta em 10% ao ano
- Abuso de drogas injetáveis
- Infecção recente de tuberculose nos últimos 2 anos
- Raio-x do tórax que sugira a existência de tuberculose (lesões fibróticas e nódulos)
- Diabetes mellitus
- Silicose
- Terapia prolongada com corticosteróides e terapias imuno-supressivas
- Doenças no sangue (leucemia e doença de Hodgkin)
- Doença renal em estágio avançado
- Baixo peso corporal (10% ou mais de peso abaixo do ideal)
SINTOMATOLOGIA
- Tosse seca contínua, presença de secreção,pus ou sangue
- Cansaço excessivo
- Febre baixa geralmente à tarde
- Sudorese noturna
- Falta de apetite
- Palidez
- Emagrecimento acentuado
- Rouquidão
- Fraqueza
- Prostração
Os casos graves apresentam dificuldade na respiração; eliminação de grande quantidade de sangue, colapso do pulmão e acúmulo de pus na pleura (membrana que reveste o pulmão) - se houver comprometimento dessa membrana, pode ocorrer dor torácica.
PREVENÇÃO
- Imunizar as crianças com a vacina
- Evitar aglomerações
- Evitar ambientes fechados
- Não utilizar objetos de pessoas contaminadas
DIAGNÓSTICO
- Histórico médico
- Exame físico
- Teste subcutâneo de Mantoux
- Raio-x do tórax
- Estudo sob microscópio e culturas microbiológicas
TRATAMENTO
- Antibióticos
- A cura leva seis meses
Profª Fabiana Tosi
Anatomia e Fiologia Humana
Estudo dirigido – sistema digestivo
1- “o tubo digestorio é um tubo que começa na boca e termina no ânus”. Descreva os órgãos envolvidos em casa porção do sistema digestório.
2- Explicar os componentes de o canal alimentar
3- Explicar a divisão do sistema digestorio
4- Explicar detalhadamente a anatomia e as funções dos seguintes órgãos:
A) Boca e cavidade bucal
B) Faringe
C) Esôfago
D) Estomago
E) Intestino delgado
F) Intestino grosso
G) Reto
H) Ânus
5- Diferenciar intestino delgado de intestino grosso.
6- Explicar o processo de digestão na boca.
7- Como inicia o processo de digestão na boca.
8- Descreva as funções do fígado e do pâncreas.
9- Qual é a importância das fibras alimentares no processo digestório?
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Anatomia e Fiologia Humana
Função
O sistema nervoso é responsável pelo ajustamento do organismo ao ambiente.
Sua função é perceber e identificar as condições ambientais externas, bem como as condições reinantes dentro do próprio corpo e elaborar respostas que adaptem a essas condições.
O tecido nervoso compreende basicamente dois tipos de celulares: os neurônios e as células glias.
Neurônio - é uma unidade estrutural e funcional sistema nervoso que é especializada para a comunicação rápida. Tem função básica de receber, processar e enviar informações.
Células Glias – compreende as células que ocupam os espaços entre os neurônios e tem como função sustentação, revestimento ou isolamento, modulação da atividade neural.
Neurônios: são células altamente excitáveis que se comunicam entre si ou com outras células efetuadoras, usando basicamente uma linguagem elétrica.
A maioria dos neurônios possuem três regiões responsáveis por funções especializadas: corpo celular, dendritos e axônios.
Corpo celular: é o centro metabólico do neurônio, responsável pela síntese de todas as proteínas neuronais. A forma e o tamanho do corpo celular são extremamente variáveis, conforme o tipo de neurônio.
É também junto com os dendritos, local de recepção de estímulos, através de contatos sinápticos
Dendritos: geralmente são curtos e ramificam-se profusamente, a maneira de galhos de árvore, em ângulos agudos, originando dendritos de menor diâmetro. São os processos ou projeções que transmitem impulsos para os corpos celulares dos neurônios ou para os axônios.
Em geral os dendritos são não mielinizados.
Um neurônio pode apresentar milhares de dendritos.
Portanto, os dendritos são especializados
Axônios: a grande maioria dos neurônios possui um axônio, prolongamento longo e fino que se origina do corpo celular ou de um dendrito principal.
O axônio apresenta comprimento muito variável, podendo ser de alguns milímetros como mais de um metro.
A porção terminal do axônio sofre várias ramificações para formar de centenas a milhares de terminais axônicos, no interior dos quais são armazenados os neurotransmissores químicos. Portanto, o axônio é especializado em GERAR e CONDUZIR o potencial de ação.
Bainha de Mielina (camadas de substâncias de lipídeos e proteína) – envoltório das fibras nervosas, funciona como isolamento elétrico.
Quando envolvidos por uma bainha de mielina, os axônios são denominados fibras nervosas mielínicas. Na ausência de mielina as fibras são denominadas de amielínicas. Ambos os tipos ocorrem no SNC e no SNP, sendo a bainha de mielina formada por células de Schwan, no periférico e no central por oligodendrócitos.
A bainha de mielina permite uma condução mais rápida do impulso nervoso.

Dendritos são prolongamentos numerosos, cuja função é receber os estímulos do meio ambiente, de células epiteliais sensoriais ou de outros neurônios.
Corpo celular ou pericário é o centro do tráfico dos impulsos nervosos da célula.
Axônio é um prolongamento único, especializado na condução de impulsos que transmitem informações do neurônio para outras células nervosas, musculares e glandulares.
Bainha de mielina camada gelatinosa que funciona como isolante dos axônios isolando eletricamente os nervos e assim permitindo a propagação rápida de potenciais de ação
Célula de Schwann produz a mielina
Existem três tipos de neurônios: sensitivos, motores e conectores.
O neurônio sensitivo leva a mensagem do receptor (órgão dos sentidos) até à medula espinhal ou ao cérebro.
O neurônio motor transmite aos músculos ou glândulas a ordem do cérebro ou da medula.
O neurônio conector conduz os impulsos entre os neurônios sensitivos e os neurônios motores.

Classificação dos Neurônios quanto aos seus Prolongamentos
Neurônios multipolares: possuem vários dendritos e um axônio
Neurônios Bipolares: dois prolongamentos deixam o corpo celular, um dendrito e um axônio.
Neurônios Pseudo-unipolares: um prolongamento deixa o corpo celular.

A transmissão do impulso nervoso de um neurônio a outro depende de estruturas altamente especializadas: as sinapses.

Sinapses nervosas são os pontos onde as extremidades de neurônios vizinhos se encontram e o estímulo passa de um neurônio para o seguinte por meio de mediadores químicos, os neurotransmissores.
As sinapses ocorrem no "contato" das terminações nervosas chamadas axônios, com os dendritos de outro neurônio.
O contato físico não existe realmente, pois há um espaço entre elas, denominado de fenda sináptica, onde ocorre a ação dos neurotransmissores. Dos axônios, são liberadas substâncias (neurotransmissores), que atravessam a fenda e estimulam receptores nos dendritos, transmitindo assim o impulso.
Os neurotransmissores mais comuns são:
Acetilcolina
Norepinefrina
Epinefrina
Serotonina
Endorfinas

ANATOMICAMENTE, O SISTEMA NERVOSO DIVIDE-SE EM:
Sistema Nervoso Central – SNC Sistema Nervoso Periférico- SNP
Encéfalo (cérebro) Nervos cranianos – 12 pares
Medula Espinhal Nervos espinhais – 31 pares
Respectivamente localizados Sitema nervoso autonômico ou involuntário
no esqueleto axial (cavidade Sistema Nervoso somático ou voluntário
craniana e canal vertebral) Localizado fora desse esqueleto

SISTEMA NERVOSO CENTRAL
O encéfalo é constituído pelo cérebro, cerebelo e tronco encefálico (mesencéfalo, ponte e medula oblonga)

O cérebro é dividido em diencéfalo e telencéfalo
Telencéfalo - compreende os dois hemisférios cerebrais, direito e esquerdo, e uma pequena linha mediana situada na porção anterior do III ventrículo (fissura longitudinal).

As superfícies dos hemisférios possui um aspecto enrugado, o qual é conseqüência das muitas camadas dobradas, chamadas de giros, que proporcionam um enorme aumento na área de superfície do cérebro.
A porção externa ou exterior do cérebro (córtex cerebral) é constituída de substancia cinzenta, ela contém bilhões de neurônios/corpo celulares, dando-lhe um aspecto acinzentado.
A substancia branca constitui a camada mais interna, sendo composta de fibras nervosas e da neuróglia (tecido de sustentação)

Cada hemisfério possui três pólos: frontal, occipital e temporal


Diencéfalo compreende: tálamo, hipotálamo, epitálamo e subtálamo
O tálamo classifica a informação, dando-nos uma idéia da sensação que estamos experimentando, e as direciona para as áreas específicas do cérebro para que haja uma interpretação mais precisa.
Funções
Sensibilidade; Motricidade; Comportamento Emocional; Ativação do Córtex (responsável pela realização dos movimentos no corpo humano, é o local de representações simbólicas, o que ele representa ele processa e integra, com isso ele irá responder com uma ação)
Desempenha algum papel no mecanismo de vigília, ou estado de alerta.

EPITÁLAMO : Controle ciclo-cicardiano, controle da reprodução sazonal, comportamento emocional.
SUBTÁLAMO : Faz parte do núcleo da base. Tem como função movimentos automáticos.

Funções do Hipotálamo:
Controle do sistema nervoso autônomico;
Regulação da temperatura corporal;
Regulação do comportamento emocional;
Regulação do sono e da vigília;
Controle do Apetite;
Regulação da ingestão de água;
Regulação da diurese;
Regulação do sistema endócrino
Geração e regulação de ritmos circadianos;
Comportamento agressivo e sexual;
Controle das respostas emocionais (rubor, raiva, depressão, pânico, medo)

Cerebelo
Função: responsável em grande parte pela coordenação dos movimentos.
Controle dos movimentos finos, equilíbrio, sensação de posição (onde está cada parte do corpo) e a integração de estímulos sensoriais.
Controle do tônus muscular.
Controle dos movimentos voluntários.


Tronco encefálico divide-se em: bulbo, mesencéfalo e ponte.


BULBO
Funções
Controla funções autonômicas e retransmite sinais entre o cérebro e a medula espinhal.
O bulbo é responsável por controlar diversas funções autonômicas para o corpo:
respiração (no bulbo localiza-se o centro respiratório, muito importante para a regulação do ritmo respiratório)
pressão sanguínea
freqüência cardíaca
reflexos de salivação, tosse espirro
vômito
arco reflexo
MESENCÉFALO
O mesencéfalo recebe e coordena informações referentes ao estado de contrações dos músculos e à postura, é responsável por certos reflexos. O mesencéfalo desempenha um papel central no controle dos movimentos oculares.
PONTE
Contém grande quantidade de neurônios que retransmite informações do córtex cerebral para o cerebelo garantindo assim a coordenação dos movimentos e a aprendizagem motora.
A ponte tem vias sensoriais e motoras. Partes da ponte também controlam o coração a respiração e a pressão arterial
Medula Espinhal
Medula significa miolo, o que está dentro. A medula nervosa espinal ou medula espinal, é a porção alongada do sistema nervoso central, é a continuação do encéfalo, que se aloja no interior da coluna vertebral em seu canal vertebral, ao longo do seu eixo crânio-caudal.


No homem adulto ela mede aproximadamente
Cranialmente a medula limita-se com o bulbo, aproximadamente ao nível do forame magno do osso occipital. O limite caudal da medula tem importância clínica e no adulto situa-se geralmente em L2.
A medula termina afinando-se para formar um cone – cone medular, que continua com um delgado filamento meníngeo, o filamento terminal
Formas e Estrutura da Medula
A medula apresenta forma aproximada de um cilindro, achatada no sentido antero-posterior.
Seu calibre não é uniforme, pois ela apresenta 2 dilatações denominadas intumescência cervical e intumescência lombar (devido a maior quantidade de neurônios)
Estas intumescências medulares correspondem às áreas em que fazem conexão com as grossas raízes nervosas que formam o plexo braquial e lombossacral, destinadas as inervações dos membros superiores e inferiores respectivamente.
Intumescência cervical estende-se dos segmentos C4 até T1
Intumescência lombar estende-se dos segmentos de T11 até L1 da medula espinhal
As principais funções da medula espinal
Conduzir impulsos nervosos do corpo para o encéfalo
Produzir impulsos nervosos, coordenar atividades musculares e reflexos. como, por exemplo, O reflexo involuntário.

A medula espinhal consiste nas substâncias cinza e branca.
No cérebro a substância cinzenta é externa e a substância branca é interna, na medula espinhal, a substância cinzentada está no centro, sendo circundada em todos os lados pela substância branca

A substância cinzenta localiza-se por dentro da branca e apresenta a forma de uma borboleta, ou de um H.
A substância branca é formada por fibras, a maioria delas mielínicas que sobem e descem na medula

Líquido Cefalorraquidiano
O LCR é incolor, é uma solução salina muito pura, pobre em proteínas e células, e age como um amortecedor para o córtex cerebral e a medula espinhal
O Líquor atua no suprimento de nutrientes e remoção de resíduos metabólicos do tecido nervoso. É produzido a uma taxa aproximada de 20 mL por hora
Ocupa o espaço subaracnóideo e as cavidades ventriculares

Meninges
O encéfalo e a medula espinhal estão protegidos por estruturas ósseas: o crânio (para o encéfalo) e as vertébras (para a medula). Mas nem o encéfalo entra em contato direto com os ossos do crânio, nem a medula toca diretamente as vértebras.
Envolvendo esses Órgãos, existem três membranas chamadas meninges. São elas:
dura-máter - é a membrana externa que fica em contato com os ossos;
pia-máter - é a membrana interna, que envolve diretamente os órgãos;
aracnóide - é a membrana intermediária entre as outras duas.
Entre a pia-máter e a aracnóide existe um líquido, chamado líquido cefalorraquidiano. Ele protege os órgãos do sistema nervoso central contra choques mecânicos.
Dura-máter- é a meninge mais superficial, espessa e resistente, formada por tecido conjuntivo muito rico em fibras colágenas, contendo nervos e vasos.
É formada por dois folhetos: um externo e um interno. O folheto externo adere intimamente aos ossos do crânio e se comporta como um periósteo destes ossos, mas sem capacidade osteogênicas (nas fraturas cranianas dificulta a formação de um calo ósseo)
Em virtude da aderência da dura-máter aos ossos do crânio, não existe, no crânio, um espaço epidural como na medula.
A dura mater ao contrário das outras meninges, é ricamente inervada. Como o encéfalo não possui terminações nervosas sensitivas, toda e qualquer sensibilidade intracraniana se localiza na dura-mater, que é responsável pela maioria das cefaléias.
Aracnóide: é uma membrana muito delgada, justaposta à dura-máter, da qual se separa por um espaço virtual, o espaço subdural, contendo uma pequena quantidade de líquido necessário á lubrificação das superfícies de contato das membranas.
A aracnóide separa-se da pia-máter pelo espaço subaracnóideo que contém líquor
Pertencem a aracnóide, as delicadas trabéculas que atravessam o espaço para ligar à pia-máter, e que são denominadas de trabéculas aracnóides. Estas trabéculas lembram, um aspecto de teias de aranha.
Pia-máter: é a mais interna das meninges, aderindo intimamente à superfície do encéfalo e da medula.
Dá resistência aos órgãos nervosos, pois o tecido nervoso é de consistência muito mole


SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO
É formado por uma imensa rede de nervos que partem do encéfalo e da medula espinhal se ramificando por todo o corpo ao lado das artérias, veias e vasos linfáticos.
Existem 12 pares cranianos e 31 pares raquidianos.
Função: coletar informações para o SNC pelos sensores da pele, olhos, olfato, audição e paladar sensibilidade e executar ordens pele estímulo nervoso levado até a musculatura..

Nervos Cranianos
Os nervos cranianos saem diretamente do encéfalo( bulbo), atuando sobre órgãos e músculos da cabeça e do ombro. Apenas o nervo vago se dirige para o interior do tronco e inerva o coração, o estômago, o intestino e diversos outros órgãos.
São em n.º de 12 pares dos quais 3 pares são sensitivos, 5 são motores e 4 mistos.
Função: transmitem percepções de som, cheiro, gosto, tato, pressão, dor, luz, frio e calor.
Sensitivo: nervo olfatório, óptico e o auditivo.
Motor: oculomotor, troclear, abducente, espinhal e o nervo hipoglosso.
Misto: trigêmio, facial, glosso faríngeo e o vago.


NERVOS ESPINHAIS
São 31 pares que saem da medula espinhal e ramificam-se por todo o corpo. Todos eles são mistos, isto é, coletam percepções de tato, pressão, calor, frio e dor, da pele ou órgãos, levando-as para a medula e, desta, para o cérebro, bem como, recebem do cérebro, via medula, as ordens emitidas pelo mesmo como resposta aos estímulos enviados, executando-as.
São constituídos por:
8 pares cervicais
12 pares dorsais
5 pares lombares
5 pares sacrais
1 par coccígeno


Cada nervo espinhal é formado pela união das raízes dorsal (sensitiva) e ventral (motora), as quais se ligam, respectivamente, aos sulcos lateral posterior e lateral anterior da medula através de filamentos radiculares
SISTEMA NERVOSO SOMÁTICO
As ações voluntárias resultam da contração de músculos estriados esqueléticos, que estão sob o controle do sistema nervoso periférico voluntário ou somático.
Tem por função reagir a estímulos provenientes do ambiente externo
SISTEMA NERVOSO AUTONÔMICO
Regula as atividades dos órgãos internos, como coração, pulmões, vasos sanguíneos, órgãos digestivos e glândulas
Responsável pela manutenção e restauração da homeostasia interna.
Dividido em sistemas simpáticos e parassimpáticos (geralmente opostos entre si, ex o simpático dilata a pupila e o parassimpático contrai)
SISTEMA NERVOSO SIMPÁTICO
Função na resposta corporal “fuga ou luta”
Condições de estresse por causas físicas ou emocionais, aumentam os impulsos simpáticos
Dilatação brônquios;
contração do coração mais rápida;
dilatação das artérias;
contração dos vasos sanguíneos periféricos;
dilatação das pupilas;
Liberação de glicose pelo fígado-fonte de energia;
peristalse lentifica.
Neurotransmissor simpático é a norepinefrina, esse aumento na descarga simpática é o mesmo que o corpo tivesse recebido uma injeção de adrenalina.
SISTEMA NERVOSO PARASSIMPÁTICO
Funciona como controlador dominante para a maioria dos efetores viscerais.
Em condições calmas e sem estresse, os impulsos parassimpáticos são predominantes
Estimula principalmente atividades relaxantes, como as reduções do ritmo cardíaco e da pressão arterial, entre outras do Parassimpático que tem ação vasodilatadora mediante a libertação de acetilcolina.

Função Motora e Sensorial do Sistema Nervoso
Função do Sistema Motor
O córtex motor, uma faixa vertical dentro de cada hemisfério cerebral, governa os movimentos voluntários do corpo.
No trajeto para ponte, as fibras motoras convergem para um feixe retesado (esticado, endurecido), conhecido como cápsula interna.
** Via formada por substância branca, consistindo tanto de fibras aferentes como eferentes que se projetam entre o córtex cerebral e o tronco encefálico
Uma lesão relativamente pequena na cápsula provoca paralisia em um número maior de músculos que uma lesão muito maior no próprio córtex.
Dentro da medula, os axônios motores advindos do córtex formam as vias ou tratos motores. Aqui, muitas dessas fibras cruzam (ou decussam) para o lado oposto e termina dentro da substância cinzenta.

